<DADOS-BASICOS-DE-ARTES-VISUAIS NATUREZA="OUTRA" TITULO="Inundação" ANO="2019" PAIS="Brasil" IDIOMA="Bretão" FLAG-RELEVANCIA="NAO" TITULO-INGLES="" MEIO-DE-DIVULGACAO="MEIO_DIGITAL" HOME-PAGE="" FLAG-DIVULGACAO-CIENTIFICA="NAO"></DADOS-BASICOS-DE-ARTES-VISUAIS>
<DETALHAMENTO-DE-ARTES-VISUAIS PREMIACAO="" ATIVIDADE-DOS-AUTORES="Artista Visual" INSTITUICAO-PROMOTORA-DO-EVENTO="Museu Casa do Pontal" LOCAL-DO-EVENTO="Recreio dos Bandeirantes" CIDADE-DO-EVENTO="Rio de Janeiro" TEMPORADA="julho a agosto 2019"></DETALHAMENTO-DE-ARTES-VISUAIS>
<AUTORES NOME-COMPLETO-DO-AUTOR="Elisabete de Almeida Esteves" NOME-PARA-CITACAO="Elisabete de Almeida Esteves" ORDEM-DE-AUTORIA="1" NRO-ID-CNPQ=""></AUTORES>
<AUTORES NOME-COMPLETO-DO-AUTOR="Marcelo Campos" NOME-PARA-CITACAO="CAMPOS, M." ORDEM-DE-AUTORIA="2" NRO-ID-CNPQ=""></AUTORES>
<AUTORES NOME-COMPLETO-DO-AUTOR="Angela Mascelani" NOME-PARA-CITACAO="MASCELANI, A." ORDEM-DE-AUTORIA="3" NRO-ID-CNPQ=""></AUTORES>
<AUTORES NOME-COMPLETO-DO-AUTOR="Ines Araújo" NOME-PARA-CITACAO="ARAUJO, I." ORDEM-DE-AUTORIA="4" NRO-ID-CNPQ=""></AUTORES>
<PALAVRAS-CHAVE PALAVRA-CHAVE-1="Artes visuais" PALAVRA-CHAVE-2="" PALAVRA-CHAVE-3="" PALAVRA-CHAVE-4="" PALAVRA-CHAVE-5="" PALAVRA-CHAVE-6=""></PALAVRAS-CHAVE>
<AREAS-DO-CONHECIMENTO><AREA-DO-CONHECIMENTO-1 NOME-GRANDE-AREA-DO-CONHECIMENTO="LINGUISTICA_LETRAS_E_ARTES" NOME-DA-AREA-DO-CONHECIMENTO="" NOME-DA-SUB-AREA-DO-CONHECIMENTO="ação performática" NOME-DA-ESPECIALIDADE=""></AREA-DO-CONHECIMENTO-1>
<AREA-DO-CONHECIMENTO-2 NOME-GRANDE-AREA-DO-CONHECIMENTO="LINGUISTICA_LETRAS_E_ARTES" NOME-DA-AREA-DO-CONHECIMENTO="Artes" NOME-DA-SUB-AREA-DO-CONHECIMENTO="" NOME-DA-ESPECIALIDADE=""></AREA-DO-CONHECIMENTO-2>
</AREAS-DO-CONHECIMENTO> <INFORMACOES-ADICIONAIS DESCRICAO-INFORMACOES-ADICIONAIS="Contornar, alisar, preencher. Moldar pontes, florear os avessos, emplumar as engrenagens. Esses são os verbos e gestos conjugados por artistas que dedicam horas a fio à tarefa de habitar um lugar inútil, alegórico, utópico. Habitar o inútil se difere, e muito, da violência de inutilizar o já construído. E, com isso, movem-se montanhas, secam-se açudes, desmatam-se florestas. Porém, em contraposição a gestos irresponsáveis, a cada gesto inútil, a coleta de matéria-prima faz nascer crianças, carnavais, maracatus. Tudo como se a tarefa fosse inventar novos úteros para o mundo, como se, de fato, nos constituíssemos por uma espécie de barro essencial. A humanidade, assim, parece moldada em argila, desde os primórdios à invenção de outros mundos vindouros. Uma humanidade frágil, imperfeita, desproporcional, sobretudo, às vicissitudes da ganância. Como força contrária ao dispêndio criativo, há uma diferença entre o desejo inglório e o outro, que se solidifica pelo lodo e a lama, a náusea, como queria o poeta, o beco, o caminho sem saída. Neste, a água não tem para onde escorrer. A lama, imunda, se solidifica e, ainda que retirada, paira no ar, como o fogo da destruição iconoclasta de imagens que não são outra coisa do que nós mesmos. O solo, assim, não será sinônimo de renascimento, mas lócus em que estarão enterrados os descasos, abandonados os entulhos. Mas, pensando com determinação, não há outro solo, o mesmo solo em que se ergue esse museu como uma árvore que carrega a memória de um povo e resiste ao tormento das águas é onde são depositadas as memórias encharcadas, as vitrines estufadas, a expografia do resgate. Assim nasce *Inundação*, idealizada por Bete Esteves, curada por Marcelo Campos e por estudantes do projeto Arte e Itinerários culturais, em consonância com artistas do projeto de extensão *Experiência Indiciais*, orientados por Inês de Araujo, ambos vinculados à UERJ. Junto a esses, foram se somando convidadxs, artistas que dialogaram com a proposta de ocupa" DESCRICAO-INFORMACOES-ADICIONAIS-INGLES=""></INFORMACOES-ADICIONAIS>